segunda-feira, 9 de junho de 2014

conviver existencialista

eu
de toda forma sociável
interativo ser que sou
por aqui e ali.

sou
de toda forma sociável
polemico que sou
por aqui e ali

vou
de toda forma sociável
caminhante que sou
por aqui e ali

estou
de toda forma sociável
e não sei viver
com pessoas.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

outro ponto

Que no mundo onde meus passos chegarão
Sem que meus sentidos ensurdeçam
Os que tem a dizer falem
E os estúpidos calem.

sábado, 29 de março de 2014

Consecução

Dá um passo
arrisca um
experimenta
Intenta em mim tudo que guardo...
Sim
qual Khan qual nada!
Alexandre Espartacus Homero
Todos que se representaram grandes em atos
Quais feitos de Aquiles Heródoto Eros
Nada e nenhum guardaram em si cavalaria
Ou destreza maior que esta que acende em mim
E leva em prosa verso a soma do que quiçá todos
Estes e mais outros nascidos em um
Trariam de pronto e em riste
Na disposição de vergar até o tempo
Quanto mais a distância ou as vontades
Da natureza e a mãe Terra
Só para beber uma molécula da água
Que compõe teu corpo.
A soma exponencial geométrica
De todas as progressões possíveis
Não dão conta do cálculo deste assombro
Que ultrapassa o 'n' do infinito Bang
Despoletado com um quântico movimento teu
Em direção a este eu comprimido
Em cem buracos negros sobrepostos.
Acende
Risca uma pedra na outra
Se não te dispus lume
Incandesce os olhos com uma faísca
Em pensamento a mim
E assim que a intenção de fazê-lo
Aqui for percebida
Sem veleidade construirei
O teu transporte em imagem
Em sentidos

sexta-feira, 28 de março de 2014

Ao fim e ao cabo...

No percurso que fazemos
Em vias de não mais ser
É possível que sejamos
Das possibilidades que haviam
A que nos era mais remota

Quando a estrada se fazia
Com pretensos atributos
É certo que desejávamos
Ser mais do que hoje penso
De não ser mais que idiota

Vem a vida
Venha a sorte
De haver mais que comida
E o eterno medo da morte

Vai a vida
Venha a sorte
De não ser mais que comida
No eterno reino da morte

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Conto da contemplação



Palavras. Uma profusão de termos ambíguos implodiu o extinto planeta. Juliano olhava desde si até o riacho. O dia normal alegrou a todos. Sabiam da finitude. Só coisas alegres importavam. O filho observou a ladeira que parecia escorregar por debaixo do objeto animado. Sorriu e disse, bola! O pai contemplou a imaterial completude entre o ser e o espaço. Juliano falou com os olhos, felicidade!

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Fedor de presidente

Nos tempos modernos o pensamento dos presidentes de grandes corporações, diária e insistentemente, fede. A mim me parece pior justo pela motivação. Ao que parece são apenas idiotas fracassados cujo único sucesso na mediocridade de suas existências é roubar as possibilidades de uma vida de relações pessoais, humanas, quentes, das gerações mais novas. Oferecem telas brilhosas para crianças e em troca roubam sua vitalidade utilizando-se do pior que há no marketing. E os profissionais de marketing, será que todos ainda acreditam que esse problema não é seu, que a ética das corporações para quem por míseros trocados trabalham não lhes diz respeito? Às vezes lembro dos estagiários babando ovos e atualmente também babando seios para galgar um carguinho na diretoria. Tantas pessoas caindo nos velhos truques onde frustrados vendem pensamentos mofados nas suas palestras motivacionais, travestem a falta de criatividade com novos termos, tipo coach... Pena utilizarem pensamentos válidos abastecidos com muita idiotice, validam a miséria de suas mentes com citações fora de contexto, sofistas no pior do termo usam a dialética como arma de convencimento e não como alavanca para o conhecimento. O pensamento moderno dos presidentes das grandes corporações, diária e insistentemente, fede.

Inerências retóricas

escrito e dinâmico * A razão é a busca dela. Está sempre entre seu impulso e sua descoberta. ..............................