Aqui está o tergiversar ininterrupto que os intervalos empurram dos meus silêncios para este caderno não-papel.
sábado, 27 de dezembro de 2008
ciclo completo e água no máximo = contemplação e alegria
feira número quatro
reflexão para um dia em que o sofá deveria ser o motivo de juntar. serve até que a vida empurre a filosofia pela chaminé em que papai noel não entra sem que seja noite.
que o óbvio seja.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
meuscremento
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
a puta da labuta e a gerente da zona
Um dia o suor substituirá a inspiração e então os versos se farão cravejados de engodos e técnicas. Pingando e pintando em sangue sobre as lâminas de madeira, sem que o verso tenha forma no cérebro, é que se tem poesia. Isto de muito empenhar serviço pra juntar letras e rimar linguagem é para vagabundos assumidos que dificultam o livre nascer do verbo. Dificultada a regra da poesia e um tucho de apropriados da legislação poética vive do que outros inspiram.
Um dia a inspiração substituirá o suor e então as técnicas se farão cravejadas de versos e sonhos. Pingando e pintando em chumbo sobre folhas de papel, sem que o discurso tenha forma no peito, é que se tem um relatório. Isto de muito empenhar emoção para juntar dados e resumir informações é para burocratas egocêntricos que dificultam o livre nascer do conhecimento. Dificultada a regra da concatenação e um tucho de apropriados das técnicas vive do que outros resumem.
Dia algum haverá em que a puta seja a gerente e o verso idem.
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
poema vagal
abro a tela
junto os pincéis
imponho a pressão
sinto o vazio
desencontro o objetivo
retorno à labuta
idéia não vêm
tela se fecha
pincéis se quebram
pressão se impõem
objetivo se perde
labuta... ah não!
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Adubo Orgânico
O de dentro de meu casebre
Um todo ajuntado de cacos
Que trouxe junto com as jóias
Da minha memória
Gravada na laje de um rio
Preciso descer a correnteza
Abandonar um tanto o meu leito
Procurar na foz outras tantas águas
Serpentear por outras muitas terras
Cair do cume de outras cachoeiras
Acumular-me em montes de poços
Pois como posso querer
Quando vieres
Dar-te um punhado de pétalas
Se neste pátio descoberto que me tornei
As plantas já reclamam
A falta do jardineiro
terça-feira, 4 de novembro de 2008
a mídia é baixa
que vi na televisão
em entrevistas
sobraram ácidos
suficientes para invalidar
os resquícios de pensamento
comandados pelo raciocínio.
quando olhei para dentro da caixa branca
vi que ele derretia
e era interessante ver
todo o cinza daquela massa
que representava a fuga da selvageria
agora reduzida ao cinza não cor.
juntei todo o oco
preenchimento de ar
que assumia espaço
dando tempo ao desmanchar
semovente e indolor.
quando quase findava
o abrupto descobrimento
da futura impossibilidade
de encefalias
escrevi estas palavras
estúpidas.
Inerências retóricas
escrito e dinâmico * A razão é a busca dela. Está sempre entre seu impulso e sua descoberta. ..............................
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