sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Bolsa de homem

Muitas vezes penso que sou um dos heterosexuais mais gays do meu tempo. Hoje vejo umm homem, comum, somente um homem, no mesmo espaço móvel em que estou. Ele carrega uma bolsa, dessas de se carregar pendurada por uma tira no colo. É velha e bem gasta. A minha é nova e não sinto inveja. Apenas gosto da bolsa dele, da calça xadrez, do jeito de ser comum. Não é feio nem bonito. É maior que eu. Comum, bem comum. Tudo que pensei ser de especial, caiu para minha terra. Nem cheguei a ser um homem comum ainda. Sou imaginação a mais, existência a menos. Estou bem com isso, com esse homem comum que vejo, que inquiro em minha mente. Quem olha para ele, além de mim? O que nele chama aquele ou aquela que olha? Será mais possível agora que eu me olhe melhor? Sei apenas que neste instante me vejo mais real, por olhar para o chão, voltado para mim, somado do ter visto o homem e a sua bolsa.

domingo, 21 de novembro de 2010

amenidades

Ontem caminhei
trilha, conversa
uma lagoa com peri
uma praia com pedras
Hoje estou aqui
madrugada, silencio
um copo com café
um homem com perdas
Amanhã serei outro
ônibus, trabalho
uma baía com barcos
um motor com gasolina

Ainda

como sou do artesanato
faço com as maos
e sonho com o dia
que farei somente
com os dedos da minha mente

domingo, 14 de novembro de 2010

terça-feira, 9 de novembro de 2010

O macramé virou porta coisas

E então, de inverno e barbante, criei(aram-se) as bolsinhas.




São assim, algumas delas, é claro.

Atando desde o inverno

No inverno de 2010 comecei atar usando barbantes de algodão.
Uma capa para celular, uma alça para a capa, um fio colorido em meio ao branco, mais cores...


Nasceram as bolsinhas em macramé. Existem muitas de muitos artesãos. Estas começaram nas mãos minhas.

sábado, 6 de novembro de 2010

Inerências retóricas

escrito e dinâmico * A razão é a busca dela. Está sempre entre seu impulso e sua descoberta. ..............................