quero-te com todas as tuas vidas
todos teus amores, tuas decepções
com todas tuas viagens e tuas paixões
com todas tuas memórias e saudades
todas tuas experiências e abstinências
quero-te com todas as tuas ausências
Aqui está o tergiversar ininterrupto que os intervalos empurram dos meus silêncios para este caderno não-papel.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
persistir inclemente
Existir pela força que emana do sonho é, para o enluarado, elixir de permanência no catre do querer.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
tato sutil
ela… aproxima-se serena… ultrapassa limites e defesas… faz sua poltrona para espreitar…
a sutileza lhe pertence… a beleza lhe acompanha… a inteligência lhe privilegia… a firmeza lhe sustenta…
e dá… para surpresa do incauto… uma palmadinha… na ponta dos dedos...
sucumbência
olhaste hoje para outros olhos
com o domínio da paixão a te arregalar as pupilas
e fizestes que em mim calasse o peito
sem que as cinzas do que sinto somassem menos que minha existência.
assim penso em te dizer todas minhas falas
que anos antes de ti venho amadurecendo
para ser alguém que te faça brilho ao ver
ou um que se desfaça em gostos para te apetecer.
quero mais do que sou para tua existência
ser tudo que pudera preencher o que tens de vazio
nada menos que toda a tua grandeza.
assim não me julgues incapaz de sentir o que sinto
nem capaz de tolir qualquer que seja o sentido teu
pois amo cada gesto que de ti parte.
apenas saiba que as regras que me valem viver
se anulam com teus movimentos excêntricos do meu ego
inflamado por um dia ter absorvido teu desejo.
com o domínio da paixão a te arregalar as pupilas
e fizestes que em mim calasse o peito
sem que as cinzas do que sinto somassem menos que minha existência.
assim penso em te dizer todas minhas falas
que anos antes de ti venho amadurecendo
para ser alguém que te faça brilho ao ver
ou um que se desfaça em gostos para te apetecer.
quero mais do que sou para tua existência
ser tudo que pudera preencher o que tens de vazio
nada menos que toda a tua grandeza.
assim não me julgues incapaz de sentir o que sinto
nem capaz de tolir qualquer que seja o sentido teu
pois amo cada gesto que de ti parte.
apenas saiba que as regras que me valem viver
se anulam com teus movimentos excêntricos do meu ego
inflamado por um dia ter absorvido teu desejo.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
noutro sábado sozinho…
Vai terminando o inverno e meu dias continuam cheios de vento.
Segue assim a elevação da temperatura pelo recorrente mutar das estações e chego ao alto verão apenas com vazios mais longos, pois…
…estou como quem vive num free shop. Tenho ‘n’ possibilidades. Mas quem vive num free shop enjoa rápido do que é fútil, não tem dinheiro para o que
dura muito e quer o que não tem lá dentro. Pleno de incertezas, a meu modo, estou quase feliz. Afinal e como sempre ‘é pra semana’ que devo ter novidades, se não tiver, conto com as antigas.
É esta a ópera retumbante em minha cachola.
Ar que se movimenta é que faz vento, então
meu pensamento corre para o futuro e busca nova fonte. Crer no efêmero continua a proposta metafísica mais real do presente. É o que me levará até o domingo num adormecer sem muita alegria, mas também sem dor, perda ou tristeza. Tantos sábados ainda terei para encher pulmões e soprar inspirações. Venham.
…estou como quem vive num free shop. Tenho ‘n’ possibilidades. Mas quem vive num free shop enjoa rápido do que é fútil, não tem dinheiro para o que
É esta a ópera retumbante em minha cachola.
Ar que se movimenta é que faz vento, então
regressões em projeções
ontem fui procurar um futuro.
queria algo que me alcance.
para tanto fiz o imprevisto.
transportei-me para hoje.
aqui procuro o que, ontem, era.
trouxe a certeza de pertencer.
sou do que não possuo, mas quero.
irei para o amanhã de hoje.
é o futuro do ontem em que estou.
verei no passado o hoje que visito.
mais dois dias vistos num só.
reina a ausência do que não encontro.
insiste a vontade nos passos.
queria algo que me alcance.
para tanto fiz o imprevisto.
transportei-me para hoje.
aqui procuro o que, ontem, era.
trouxe a certeza de pertencer.
sou do que não possuo, mas quero.
irei para o amanhã de hoje.
é o futuro do ontem em que estou.
verei no passado o hoje que visito.
mais dois dias vistos num só.
reina a ausência do que não encontro.
insiste a vontade nos passos.
Perdas
De todas as perdas - que tive
As perdas mais temporonas
Resultaram mais perdas minhas
Que perdas do que perdi
Quando era cedo em minha vida
O que se ia causava estranhamento
Este desconhecido ‘onde’ - que iam
Me consternava dos que tinham ido
Ao tempo que passa por mim
Dedico mais tempo a cada dia
Estranho demais minhas perdas
Aos que perco já nunca soube onde iam
Pensar no vazio relutante
Completa o caminho estancado
Reflete a infância perdida
Sublima o que havia sonhado
As perdas mais temporonas
Resultaram mais perdas minhas
Que perdas do que perdi
Quando era cedo em minha vida
O que se ia causava estranhamento
Este desconhecido ‘onde’ - que iam
Me consternava dos que tinham ido
Ao tempo que passa por mim
Dedico mais tempo a cada dia
Estranho demais minhas perdas
Aos que perco já nunca soube onde iam
Pensar no vazio relutante
Completa o caminho estancado
Reflete a infância perdida
Sublima o que havia sonhado
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